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Cultura e Esporte

Do café aos canaviais: as fazendas, os casarões e a Alvorada que contam a história de Bocaina

Cidade foi grande produtora no ciclo do café paulista; tradição centenária trazida por italianos acorda a cidade todo 1º de maio

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Publicado em 2 min de leitura

Pés de café em fazenda
Imagem ilustrativa — Pés de café em fazenda. Foto: 1500m Coffee/Pexels

Antes da cana, Bocaina viveu do café. O município foi um grande produtor no chamado Ciclo do Café Paulista, com fazendas que cultivavam milhões de pés e mantinham colônias cheias de meeiros e trabalhadores rurais. A herança está nos casarões do centro histórico e em tradições como a Alvorada de 1º de maio, segundo a Diretoria de Turismo da Prefeitura.

As fazendas do ouro-verde

Algumas propriedades da época seguem produzindo. A Fazenda Bananal, que pertenceu à família Izar e hoje é da família Atalla, mantém produção expressiva de café. A Fazenda Ouro Verde, da família Cury, combina café e gado de corte, e a Fazenda Beira Alta cultiva o grão o ano todo, com colheita mecanizada. A Fazenda Retiro produz café orgânico, além de barras de cereais e macadâmia. Já a Fazenda Santa Teresa, antiga produtora, virou spa e hotel.

Os casarões

A riqueza do café ergueu os grandes casarões do centro histórico, que seguem preservados. Com a demanda por açúcar e álcool, os canaviais ocuparam as terras do café. Hoje, segundo o IBGE, a cana ocupa 14.900 hectares do município, contra apenas 32 hectares de café arábica.

Famílias de muitos lugares

A lavoura atraiu imigrantes italianos, portugueses, espanhóis, libaneses e sírios, além de famílias de Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro e do Sul do país. Os sobrenomes estão nas placas das ruas: Ferraresi, Megale, Moretto, Tonon, Ravagnolli, Colleone, Affonso e muitos outros.

A Alvorada de 1º de maio

Uma das tradições trazidas pelos colonos italianos tem mais de 100 anos. Todo 1º de maio, Dia do Trabalho, músicos se reúnem e a Banda Carlos Gomes, criada pelo maestro Tulio Ghiselli, sai pelas ruas bem cedo, acordando os moradores com cantigas tradicionais, como o Hino do Trabalhador, de origem italiana, além de marchinhas e dobrados. Algumas famílias oferecem café da manhã aos músicos e acompanhantes. Com o crescimento da cidade, o trajeto hoje é feito de ônibus.

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Fonte: Prefeitura de Bocaina — Diretoria de Turismo — ver publicação original.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir de informações oficiais. Saiba como trabalhamos.

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