Impunidade alimenta o ciclo de violência da polícia diz Nota publicada nesta sexta-feira (08)

A Anistia Internacional disse nesta quinta-feira (o8)  que as mortes em operação policial no Fallet-Fogueteiro devem ser imediatamente investigadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. A operação da Polícia Militar nas comunidades do Fallet-Fogueteiro (Rio de Janeiro) resultou na morte de 13 pessoas.

Para a Anistia apenas uma investigação imediata, detalhada,  imparcial e independente poderá apurar a circunstância exata de cada uma dessas mortes e cita o controle externo que o Ministério Público e a Polícia Civil devem exercer o controle externo da atividade policial.

De acordo com a Nota divulgada pelo órgão, o estado do Rio de Janeiro tem um histórico de altos números de homicídios decorrentes de intervenção policial e os números aumentam a cada ano. Em 2018, foram 1.532 casos registrados de pessoas mortas pela polícia em serviço. Um aumento significativo em relação ao ano anterior, que já apresentava o inadmissível número de 1.127 homicídios pela polícia.

A Polícia Militar alega que foi recebida a tiros ao entrar na região e que as mortes foram resultado de confrontos com traficantes. Durante a operação a polícia apreendeu armas e explosivos.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Executiva de Conselho de Segurança Pública do Rio de Janeiro mas a até o fechamento da matéria não obteve retorno.

Investigação

Por meio de sua assessoria, a Policia Civil do Rio de Janeiro informou que as investigações estão em andamento na Delegacia de Homicídios da capital para apurar os fatos. Segundo a Polícia Civil, houve perícia no local, os policiais militares envolvidos no confronto foram ouvidos na delegacia especializada, e suas armas foram recolhidas e encaminhadas para perícia.

O Ministério Público também foi procurado, mas, até a publicação desta reportagem, ainda não havia se manifestado.

*Atualizada às 18h24 para acréscimo de informações

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