Wagão

Foram soltas, nessa quarta-feira (18), a vereadora e as duas servidoras comissionadas de Mineiros do Tietê, que estavam presas desde a última sexta-feira (12). A parlamentar Maria Letícia Cipola (PSB), vice-presidente da Casa, e as funcionárias de confiança Andréia Aparecida Rocha e Gisele Ribeiro da Silva foram acusadas de desviarem verbas públicas por meio da emissão de notas fiscais falsas de prestação de serviços. A defesa delas nega o crime.

Desde a última sexta, as indiciadas cumpriam prisão temporária de 5 dias na cadeia pública de Pirajuí, por associação criminosa, inserção de dados falsos em sistema de informações, falsificação de documento particular, uso de documento falso e fraude à licitação.

As investigações

O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP), em conjunto com a Polícia Civil de Jaú (SP), participou de uma ação que investiga irregularidades na aplicação dos recursos na Câmara Municipal de Mineiros do Tietê. A operação ‘Endrôminas’ cumpriu mandados de busca no Legislativo e prendeu agentes públicos.

Polícia apreendeu documentos e computadores durante buscas-Foto Polícia Civil

As investigações tiveram início após a Unidade Regional do TCE em Bauru (UR-02), por meio de fiscalização, apontar impropriedades na emissão de notas fiscais falsas de prestações de serviços, em valores que atingem a cifra de R$ 180 mil, no exercício de 2018, por meio de atos da Presidência do Legislativo, com a participação de assessores que exerciam de cargos de confiança.

Além das prisões, a operação, coordenada pelo Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro (Seccold), também cumpriu mandados nas residências dos envolvidos, apreendendo documentos e computadores, já encaminhados à análise pericial.

Inteligência x tecnologia

Para elucidar os fatos e apontar os responsáveis pelas fraudes, coube ao Tribunal de Contas, com o uso da inteligência e tecnologia, promover a avaliação técnica de documentações e análise fiscal das informações colhidas na administração da Casa Legislativa. A Polícia Civil colheu depoimentos de fornecedores e testemunhas.

Encaminhados á Delegacia Seccional do município de Jaú para oitivas, os agentes envolvidos – uma Vereadora e 2 assessoras – , foram transportadas para o presídio feminino localizados em Pirajuí (SP) e responderão pelos crimes de associação criminosa, inserção de dados falsos em sistema de informações, falsificação de documentos e fraude à licitação.

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