MP diz que agressões não foram objeto de atuação da Promotoria de Justiça

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A Promotoria de Justiça de Direitos Humanos, Área de Inclusão Social, a respeito de matéria jornalística veiculada na noite do último dia 12 de maio pelo programa “Fantástico”, da TV Globo, esclarece que, ao contrário do que sugere a edição dada à entrevista concedida pelo promotor de Justiça, não houve qualquer apuração acerca das noticiadas agressões de seguranças da casa noturna Villa Mix contra seus frequentadores – até porque tais ocorrências não se incluem nas atribuições desta Promotoria de Justiça de Direitos Humanos – nem, tampouco, firmou-se qualquer Termo de Ajustamento de Conduta sobre o tema.

Fachada da casa noturna Villa Mix em São Paulo — Foto: Gabriela Gonçalves/G1

A reportagem trazia relatos de pessoas que disseram a reportagem exibida pelo programa Fantástico terem sofrido agressões no interior da casa noturna. Entre os relatos, o de  Taynara Diniz, 29 anos, afirma ter ido agredida por cinco seguranças mulheres na casa noturna Villa Mix, na Vila Olímpia, Zona Sul da cidade de São Paulo, na noite de domingo (5). A empresária publicou um relato em uma rede social onde conta que após um desentendimento com um homem na pista de dança, foi levada para uma sala e espancada.

De acordo com o Ministério Público, a entrevista dizia respeito a TAC firmado em julho de 2016 entre a Promotoria de Justiça e a casa noturna e versava exclusivamente sobre as noticiadas práticas de preconceito e discriminação no acesso de consumidores ao estabelecimento comercial.

O recorte dado à entrevista pela produção do programa jornalístico induz o público a erro, sugerindo que as agressões de que tratava o programa haviam sido objeto de atuação desta Promotoria de Justiça.

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