Prefeito foi preso depois ter sido acusado de estupro de vulnerável

Wagão

Reprodução JCNET

A Polícia Civil instaurou dois inquéritos para apurar o envolvimento do prefeito interino afastado de Bariri, Paulo Henrique Barros de Araújo (PSDB), em outros dois crimes sexuais contra crianças ocorridos na semana passada em duas cidades da região. Na noite da última segunda-feira (23), ele foi transferido para a Penitenciária II de Tremembé por razões de segurança.

Segundo o delegado seccional de Bauru, Ricardo Martines, que está respondendo pela delegacia seccional de Jaú, após a prisão de Araújo no sábado (21), em Bauru, sob acusação de estuprar uma menina de oito anos, mães de outras duas meninas procuraram a polícia para denunciar que suas filhas foram abordadas por um homem em um carro com as mesmas características do dele.

O primeiro caso foi registrado na segunda-feira (23), em Bariri. “Na quarta-feira (18), por volta do meio-dia, uma criança de nove anos teria sido abordada por indivíduo num veículo preto. Ele teria perguntado para ela endereço de uma outra pessoa e, quando ela se aproximou, percebeu que ele estava sem calças, manipulando os órgãos genitais, e saiu correndo”, conta o delegado.

O segundo caso, registrado nessa terça-feira (24) em Itapuí, ocorreu na sexta-feira (20), também por volta do meio-dia, e teve como vítima uma menina de 10 anos. “Um indivíduo num carro preto aproximou-se dela quando ela seguia para a escola e perguntou o caminho para a prainha da cidade. Quando ela se aproximou, percebeu que ele estava manipulando os órgãos genitais”, diz. Nesse caso, a criança contou para a professora, que avisou a mãe dela.

Nas duas ocorrências, segundo Martines, a autoria constou como desconhecida. “Fizemos diligências e o suspeito (Araújo) foi reconhecido fotograficamente pelas crianças. No caso de Itapuí, o veículo também foi reconhecido”, revela. “Então instauramos inquérito policial pela prática do crime previsto no artigo 218-A do Código Penal, que é praticar conjunção carnal ou ato libidinoso na presença de vulnerável, menor de 14 anos”, afirma.

A pena, nesses casos, varia de 2 a 4 anos de prisão. “Peças desses inquéritos serão juntadas ao flagrante de Bauru para poder robustecer a prova e provocar o convencimento do juiz com relação à prática de Bauru, onde houve o estupro consumado”, ressalta.

Curta e Compartilhe: