Cervejeiros homenageiam cidades e transformaram hobby em negócio, produção poderá ser conferida em Festival de Cervejas do Interior

Sete cervejarias participam no próximo mês do Festival de Cervejas do Interior. O evento acontece no dia 20 de outubro em Jaú. No local ainda haverá praça de alimentação com Food Trucks, shows musicais. A expectativa, segundo a organização é que a edição da festa reúna cerca de 1.000 pessoas.

Antônio Simões Mathias Júnior, sócio da Cervejaria Capitão e participante do Festival, destaca que uma das características que esse novo produto traz é a interação com com público.

De acordo com Júnior, o consumidor é mais minucioso, crítico e interessado em processos de fabricação, pois preza pela qualidade do que está consumindo. Uma outra característica é o envolvimento através de redes sociais e mídias digitais.

Ainda de acordo com o cervejeiro, em sua maioria o consumidores são homens com ensino superior, solteiros, e chegam a consumir por mês entre R$50,00 e R$500,00 por mês.

Em 2017, houve um crescimento acima do esperado para o mercado das cervejas artesanais no Brasil. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) apontaram um crescimento de 37,7% no número de cervejarias registradas no Brasil – 2016 terminou com 493, já 2017 encerrou com 679, quase o dobro comparado ao ano de 2015 (372). Outra informação interessante: 8,9 mil produtos foram registrados por estes negócios em 2017. Uma média de 13 para cada marca.

Dados de um levantamento realizado pela Abracerva mostraram que o número de contratações das cervejarias artesanais cresceu. De acordo com informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), cervejarias com menos de 100 funcionários geraram 723 novos postos de trabalho de janeiro a novembro de 2017.

Conheça um pouco mais das cervejarias que além de movimentar a economia da regiãos homenageiam as cidades  através de suas histórias e tradições, como o caso da Cervejaria Capitão de Bocaina e a Cervejaria Ficus de Bernardino de Campos.

HEIR BEER

Fazer cerveja artesanal nasceu de um hobby na garagem da casa do Natanael e da Fran. O mercado vinha se apresentando instável, foi aí que decidiram tornar o hobby em negócio. Cursos, testes, muito pensar.

O nome surge em um brainstorming, com a participação do pequeno Pedro (filho do casal), que balbuciou seus primeiros barulhos gerando uma busca de palavras e significados, chegando a HEIR “HERDEIRO”.
Herdeiro da cerveja, herdeiro da cidade, levando em seus rótulos a história de Jahu e seu comandante João Ribeiro de Barros, assim nasceu a Cervejaria Heir Beer.

Seus primeiros equipamentos foram comprados em 2015 e, em 2017, aberto o Brewpub. A primeira cervejaria artesanal de Jahu. Começou com uma produção de 1800 litros/mês, que em pouco tempo já não supria mais a demanda. Com isso, mudaram de endereço e conseguiram ampliar a produção para 3800 litros. Hoje recebe os apreciadores de uma bela breja, em um local espaçoso e nice.

Cervejaria Ficus

Leva esse nome em homenagem a Bernardino de Campos, onde o símbolo da cidade é uma figueira e Ficus, o nome científico.

Quem diria que um degustador de vinhos iria se tornar um mestre cervejeiro do interior paulista? Foi o que aconteceu com o empresário de Bernardino de Campos, Diogo Alex Natale: “Um dia experimentei cerveja de trigo e fiquei apaixonado. Aí, vi que essas opções não eram fáceis de encontrar em nosso mercado nacional, ao menos na época.”

Após seu pai e seu sogro confessarem que já fabricaram cerveja artesanal há mais de 30 anos, Natale ficou empolgado com a ideia e decidiu se aventurar. Começou sua produção caseira para consumo próprio e dos amigos. O interesse e a paixão cresceram e ele fez vários cursos, aprimorou receitas, até que em 2015 as portas da Ficus se abriram para o público.

A História da Ubirama Bier

Em 2014, dois amigos apreciadores de cervejas artesanais resolveram fazer sua própria cerveja em casa, por hobby, em busca de cervejas com aromas e sabores diferentes.

Surge então a UBIRAMA BIER, microcervejaria lençoense que, três anos depois, abre suas portas oficialmente para produzir diferentes estilos de cervejas para o público.

O nome UBIRAMA é uma homenagem à cidade de Lençóis Paulista, terra de origem da cervejaria. 
De acordo com um decreto de 30 de novembro de 1943, do então presidente da república Getúlio Varga, não poderia haver duas cidades com o mesmo nome no país.

Nessa época, Lençóis Paulista chamava-se apenas Lençóis, contudo, já havia uma cidade com o mesmo nome na Bahia, fato que motivou a alteração para Ubirama. O nome Ubirama permaneceu por 5 anos, de 30 de novembro de 1943 até 24 de dezembro de 1948, quanto outra lei alterou o nome para Lençóis Paulista. 

UBIRAMA em Tupi-Guarani significa ventura, estimável região, pátria. Porém, os antigos habitantes da cidade interpretam como “Lugar bom de se viver”

Cervejaria Capitão

Idealizada por três primos naturais de Bocaina-SP, nasce a Cervejaria Capitão. Apaixonados por Cervejas Artesanais e Especiais, apostam na ideia de que beber uma cerveja fresca e bem feita não pode ser privilégio de moradores de grandes centros.

Junto ao projeto da Cervejaria, há uma homenagem a cidade de Bocaina. Em que um dos fundadores da cidade Capitão Bento Rangel serviu de inspiração para o nome. Coincidentemente, também é o nome da rua onde a cervejaria iniciou suas atividades.

As Cervejas da Capitão prestam homenagem à Bocaina, retratando a história, locais e acontecimentos marcantes na cidade.

Casa da Mina

Em meio a tranquilidade e beleza da natureza, surgiu a vontade de produzirmos nossa própria cerveja.
O sucesso foi grande e, a partir do final de 2016, começamos a oferecê-las a todos.

Atualmente, fazemos mais de 10 estilos de cerveja e continuamos sempre testando novos ingredientes e processos, para proporcionar experiências sensoriais únicas a cada gole.

A cada lote, cada garrafa é produzida com todo cuidado e carinho pelo mestre cervejeiro Gilberto, garantindo a qualidade de cervejas verdadeiramente artesanais. 

Cervejaria Pirata

Há mais ou menos 3 anos, interessados por cervejas diferentes, Fernando Manin e Douglas Corvo tiveram a ideia de produzir cerveja, pois julgavam pagar muito caro pelas opções disponíveis nos bares da cidade.
Em pouco tempo, adquiriram equipamento, algum conhecimento e em 3 meses já estavam bebendo a própria cerveja.

O primeiro nome era “Cervejaria Corvo”, mas depois mudaram pra Pirata, registraram o nome já no início, pois sempre pensaram em criar um produto completo, mesmo quando era apenas um hobby, com rótulo, fotos, cartazes, ou seja com todos os requisitos comerciais.
É a primeira cerveja artesanal de Barra Bonita, como a cidade é famosa pela navegação turística, o nome faz uma alusão aos clássicos piratas e suas embarcações.

Hoje a frente da produção estão Fernando Manin e Anderson Hermida. E o barco continua navegando de forma promissora. E quem não gostar: será jogado ao mar, ou melhor: Rio Tietê!

Serviço

Oktobrew começa as 10h e se encerra as 15h na Praça Dr. Gildo Renda. Os ingressos podem ser adquiridos no site do evento.

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