Alessandro Geglio disse que viveu momentos de incerteza e chegou a comer apenas arroz e ovo. “Minha família não sabia de nada,” diz.

O sonho do bocainense Alessandro Geglio, 30 anos, em morar fora do Brasil rendeu uma boa história. Com 28 anos, sem saber muito bem a falar inglês o bocainense agora com cidadania italiana, resolveu fazer as malas  e encarar uma nova experiência.

Após receber o convite de um amigo para ir trabalhar na Inglaterra, ter tirado passaporte e comprado as passagens Alessandro conta que levou o primeiro susto. A empresa, um laticínio, onde iria trabalhar havia sido interditada após uma vistoria técnica. Mesmo com a notícia, Alessandro decidiu então que iria apenas a passeio e que se não encontrasse nenhum outro emprego voltaria dentro de seis meses. Neste meio tempo Alessandro conta que recebeu uma nova ligação e que ela trazia noticias, o laticínio onde iria trabalhar voltaria a funcionar.

“Meu amigo e sua esposa estavam me esperando e me levaram passear, fazer um “tour” por Londres,  em seguida fomos para Swindon (cidade onde ficava o laticínio)” diz. Alessandro

Ainda sem nenhum trabalho certo, Alessandro conta que recebeu um convite para ir trabalhar na Itália onde ficou hospedado com o amigo e a esposa em um hotel longe do centro da Itália. “Precisávamos sempre que fosse nos buscar ou levar embora do trabalho, sem falar que não tinha como irmos ao supermercado por exemplo,” diz.

 

Alessandro e frente as ruínas do Coliseu em Roma. (Foto: Arquivo pessoal)

Cansados em dependerem das caronas, os três então decidiram alugar um carro e aproveitaram para passear em vários lugares da Itália.

Mesmo enfrentando jornadas exaustivas de trabalho entre 12 e 13 horas e enfrentando calor de 40 graus, Anésio diz que a experiência foi boa. “Aproveitei para melhorar o meu italiano, era legal,” conta.

O trio de amigos resolveu então voltar para Swindon-Inglaterra, antes de viajar foram informados que não tinham nenhum salário a receber pois como haviam ficado em um hotel o patrão decidiu descontar as despesas, e eles acabaram voltando para a Inglaterra com apenas 300 euros.

“Chegamos a comer arroz e ovo, estávamos sem dinheiro, dinheiro, só tínhamos arroz e ovo. Juntei todas as moedas que eu tinha (até as de 1 centavo) e comprei um pão de forma e um suco concentrado de laranja porque eu precisava de algo doce,” continua.

“Aprendi a ser mais forte é preciso sempre ter paciência e pôr Deus na frente de tudo. Embora nossas decisões  possam parecer erradas podem trazer recompensas mais pra frente,” diz.

Alessandro e a esposa Marcella trabalham em um laticínio em Roma (Foto: Aquivo pessoal)

 

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