Wagão

Bombeiros em helicópteros resgatando pessoas, um casal de mãos dadas sorrindo e olhando para os militares e lama, muita lama. Essas são algumas imagens produzidas por crianças, estudantes de Brumadinho (MG), em homenagem ao trabalho do Corpo de Bombeiros Militares de Minas Gerais.

Na quarta semana após a tragédia provocada pelo rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, a 57 quilômetros de Belo Horizonte, em que 166 pessoas morreram, as crianças da região demonstram com sensibilidade o agradecimento aos que trabalham intensamente na busca por desaparecidos.

Para tornar público todo o carinho das crianças, alguns dos desenhos enviados aos bombeiros viraram uma exposição. A escada magirus ocupa lugar de destaque em um dos desenhos. Em outro, um bombeiro aparece entre dois corações – um vermelho e um azul.

Alguns vêm acompanhados de mensagens. “Conto sempre com você”, diz um dos recados em letras maiúsculas e coloridas. “Obrigada pelo esforço pessoal e por ter um bom coração, que você continue assim. Você é forte”, diz outra mensagem. A frase “O bombeiro é meu amigo” aparece em vários desenhos.

Crianças da região demonstram com sensibilidade o agradecimento aos que trabalham intensamente na busca por desaparecidos Foto Agência Brasil

Bombeiros, voluntários, policiais militares e civis, além de agentes da Defesa Civil de Minas Gerais trabalham na busca por sobreviventes e desaparecidos, incluindo animais, na região de Brumadinho desde o desastre no último dia 25.

O porta-voz do Corpo de Bombeiros Militares de Minas, Pedro Aihara, em várias entrevistas coletivas, ressaltou que as atividades continuam. Segundo ele, no caso de Mariana (MG), quando a barragem se rompeu em Bento Rodrigues, matando 19 pessoas, em novembro de 2015, os trabalhos se prolongaram por três a quatro meses.

 

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